31
ago
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Variedades

Histórias do Velho Mundo:

Saí de casa para ir ao mercado. Passei em frente à porta do apartamento vizinho, ouvi uns gritos. Parei e colei o ouvido na porta. Ouvi a vizinha falando com o marido:

- Eu preciso de alguém que me dê limites, grite, xingue, bata… Um cara que diga “quem sabe sou eu!”.

- Mas eu faço isso e você continua fazendo merda. Eu te deixo sem conseguir mijar direito e você ainda consegue ir para o motel com aqueles dois?

- Eu gosto muito da coisa, tá? Me dá um motivo para não fazer?

- Um motivo, porra? Você quer um motivo? Você é minha mulher!

- Sua mulher é a puta que te pariu. Eu sou minha. Estou casada com você, mas não sou sua.

- Mas, sua piranha, uma mulher casada não faz isso!

- Ah, vai você pro caralho com essas suas regras!

- Não são minhas, porra, são convenções sociais!

- Então vão a você e a sociedade pra casa do caralho!

Acho que ele ficou sem resposta, porque a discussão acabou. Continuei descendo e no segundo andar a porta da casa viado loiro do 203 estava aberta. Ele estava em frente a um armário lendo uma simpatia:

Acenda uma vela virgem…”

Então ele puxou do armário uma embalagem de velas de sete dias, daquelas grossas, e perguntou para uma das velas:

- Você ainda não me comeu, né?

*************

P.S.: este tempo na amazônia está uma merda. Muito mosquito!


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