O título também podia ser
"Uma ida a Niterói e o que isso me fez pensar"
***
Sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
A minha "sexta-feira 13 – o filme" começou ontem.
A quinta-feira 12 foi meio braba… além do já ruim "ter que ir à rua", senti umas cargas negativas à minha volta.
primeiro, o não-passar de ônibus.
quando veio o 415, o motorista estava muito louco. Daquele jeito.
no Estácio tinha alguém atropelado.
"se alguém quer matar-me de amor, que me mate no Estácio
bem no compasso
bem junto ao…" Paço. Ah, o Paço.
Mas antes do Paço….
Do Estácio até a Presidente Vargas, tudo engarrafado.
Na Central, aquela tensão, aquele vuco-vuco de gente entrando e saindo.
A Praça XV, não, esta estava linda!
Como tudo na vida tem seu lado bom e seu lado ruim
A frente das barcas me lembrou coisas muito boas, e coisas ruins também.
Uns passeios (acho que um só), por ali, braços dados, em que eu me sentia um Dom Pedro passeando no quarteirão…
A barca, o de sempre de um dia útil às 1805hs.
Mas não perdi a habilidade, e consegui um lugar para sentar.
Bravo, atravessei baía, quase a nado, e à terra do Araribóia cheguei.
Don Quijote moderno falando.
In Araribóia’s land…
Gente, gente, gente. Muita gente.
Para quê tanta gente no mundo?
"eu não apóio a execução sumária de certos grupos de pessoas;
mas queimar uns quatro ou cinco poderia servir de exemplo para todos." (parafraseando Sheldon Cooper)
ok, ok, retiro o que disse. Nem disse, só pensei. Por alto.
Ah, tá bom, vai dizer que você NUNCA PENSOU nada errado?
Tá, talvez não tão errado quanto, mas…
Olha, o certo e o errado só existem na sua cabeça, OK? Então você regula você e eu regulo eu. Simples assim.
***
já tinha esquecido como era, mas
eu sou destas pessoas que falam o que pensam
e admitem o que fazem.
daí algumas pessoas correm, né, BFF?
se eu pensar legal, vou achar um baita vacilo teu.
não vacilo, mas… provincianismo. medieval.
o que hoje, 2012, é, sim, um vacilo.
então não penso muito.
prefiro achar que fui eu o errado.
"o interesse interfere na abertura", lembra?
Porra, por que eu não acredito nas coisas que eu mesmo falo?
Enfim, joga a culpa nas minhas costas que elas são largas.
têm de ser, pra carregar o que carrego…
se te importar, relaxa; vou lembrar só das coisas boas. e não no motivo por que acabaram.
coisas boas como o passeio do Paço.
***
sobre beleza, duas coisas:
1 – minha mãe, falando para mim: ah, meu filho… Se a pessoa olhar pra você com bastante amor, você fica bonito, sim!
E eu, respondo hoje: é, mãe, com amor TODO MUNDO fica bonito.
2 – bonita, na foto, todo mundo fica.
***
sobre o título:
eu ia colocar no facebook
uma foto de sunga
com a legenda:
"playa, who’s in?"
***
Da série "A gente era feliz e não sabia"
***
"sol, e finalmente vou à praia nas férias.
sozinho. o que é bom e ruim.
ruim porque o contato humano, especialmente com quem SE QUER ter contato, é bom.
e bom (ir sozinho) porque saio de casa (ou não) na hora que eu quiser.
vou para onde eu quiser.
falar com quem eu quiser, se quiser, o que não é mto provável.
ah, não, é provável, sim. em algum momento vou me lembrar do Airton 2.0.
2.7, quase, na verdade.
é. 27 anos. tenho que me acostumar. por um ano vai ser assim.
ou menos, "se o mundo acabar dia 21/12/2012". Mas parece que não vai acabar. Parece que é só uma grande mudança, em algum aspecto, segundo os intérpretes do negócio lá.
então, vou-me-já.
***
entre o sem-graça "vou-me-já" (+- 1220hs) e agora (1354hs), comi, desisti de repetir e escrevi todo o início deste texto.
De um lado, o superego BadBoy diz ‘corre, corre, vamos pra praia’
e meu ego GoodGuy responde, tranquilo: "tá com pressa por quê? marcou com alguém?"
Parece uma namorada falando.
sim, as coisas estão assim, invertidas, mesmo.
****
férias, te adoro!
p.s.: falei sobre ir à praia sozinho. sozinho é o caralho. Vou com Roberto Shinyashiki. A gente vai falando sobre A Carícia Esscencial, Uma Psicologia do Afeto.