Eu tenho medo da pior droga que existe: o amor.
Depois do crack, agora o oxi está tomando o noticiário. Mas ninguém fala da droga com maior poder de viciar.
A droga que está relacionada às piores crises de abstinência. A droga que mais desperta a criatividade. A droga que nos faz voltar a ser adolescentes. Que cria uma bola na garganta, que balança o estômago e as pernas, e que molha as mãos. E os olhos, também.
O amor, ele sim, é aquela fada (ou duente) que fica chamando a gente para ‘o mundo das drogas’. Neste caso, o mundo do amor, aquele mundo cor-de-rosa que é o sonho dos apaixonados.
Em vez de arco-íris, ou nuvem de algodão, o amor pode ser um poço escuro, com queda infinitamente fatal.
E esta aposta… Este arriscar… Pular neste poço é uma idéia tentadora e assustadora.
E no fim, mesmo dando tudo certo, o mundo cor-de-rosa pode mostrar seus pontos negros. Tardes em família e noites perdidas em discussões por ciúmes.
A propósito, uma combinação linda, preto com rosa, não acha?





