Trouxemos de Sana muitas saudades e uma grande admiração pelo lugar e pelas pessoas. E uma vontade forte de voltar o mais rápido possível. E esta volta aconteceu dia 4 de dezembro, sábado. Fizemos mais uma viagem de baldeação, para economizar. Saímos mais cedo de casa para poder aproveitar melhor o dia. Chegamos em Sana por volta de 13:40hs. Estávamos com fome, mas a vontade de ver a nova barraca armada era maior. Chegamos no Sana Camping, falamos com sr. João e ele nos disse que o camping estava vazio. O que realmente importava era se o lugar na beira do rio, embaixo da árvore estava vazio. E estava! Corremos para o cantinho com o qual vínhamos sonhando desde nossa primeira vez lá e começamos a montar a barraca. Não foi nada difícil colocar nossa casinha em pé. Bem mais fácil do que a antiga. Encher o colchão não demorou muito, mas foi complicado bombear com o sol queimando e a barriga vazia. Mas com muito trabalho em equipe, conseguimos. E foi muito bom ver nossa barraca pronta. Tiramos foto dela pronta e depois começamos a arrumar as coisas dentro dela. Colocar lençol, definir onde iam ficar as bolsas, roupas… Quase ficamos perdidos com tanto espaço e conforto, em comparação com a barraca antiga. Com tudo pronto, tomamos banho no chuveiro da cachoeira e fomos almoçar. Perguntamos a um rapaz que trabalha no Sheilart’s onde poderíamos achar um restaurante com prato feito. O rapaz não sabia indicar nenhum, nem mesmo aqueles que já conhecíamos, então decidimos parar de perder tempo procurando algum lugar novo e voltamos ao restaurante da pousada Riacho Doce, onde tínhamos almoçado muito bem da última vez. Barriga cheia, hora de descansar. Ah, claro, e se refrescar, também, porque estava muito quente. Tomamos mais um banho e nos deitamos. Dentro da barraca estava muito quente, sol a pino, então estendemos a canga na grama e deitamos embaixo sob a sombra da árvore. Muitas conversas, brincadeiras, idéias e não percebemos a noite cair. Depois de algum tempo começou a chover. Corremos para dentro da barraca e acabamos dormindo. Tendo dormido tão cedo, acordamos bem cedo no domingo. Isso foi bom, porque fez o dia render, bem diferente da véspera. Acordamos e fomos para a área onde ficam os banheiros e o chuveiro. Tivemos uma surpresinha desagradável: dois sapos grandes, um em cada chuveiro. Só restou o chuveiro com água fria e foi lá que tomamos nosso banho. Roupas trocadas, saímos para o café da manhã. A padaria que já conhecíamos estava fechada, então procuramos outra e achamos a Boutique do pão. Lá, sim, o café é forte! E o atendimento é muito bom. Ficamos um tempo por lá, admirando a vista e olhando a cidade do alto (2º andar). Depois de tomar café, fomos em direção as cachoeiras. Queríamos conhecer as que não tínhamos visto na última viagem. Chegamos à cachoeira do Escorrega e pedimos informações sobre como chegar nas outras. Indicaram uma trilha e seguimos por ela. Seguindo mais na frente desta trilha vimos uma placa indicando dois poços à esquerda e a trilha para as cachoeiras à direita. Descemos para ver os poços e passou por nós um morador que nos disse que poderíamos chegar muito mais facilmente à última cachoeira se seguíssemos em frente pela margem do rio formado pelas águas da cachoeira. Continuamos seguindo pela trilha e encontramos com mais um morador. Este perguntou se gostaríamos de segui-lo, pois o caminho era complicado e poderíamos nos perder. Seguimos atrás dele e a cada minuto o caminho piorava: pedras para pular, cordas para nos apoiarmos, vezes em que tínhamos que mudar de uma margem para a outra, atravessando muita correnteza, muitos buracos… Tínhamos que prestar muita atenção em tudo para que não acontecesse nenhum acidente grave. Quando chegamos na cachoeira Mãe, o nativo quis ficar pulando, olhavamos e pensamos o quento aquilo era arriscado e não ficamos lá por muito tempo, queríamos um lugar seguro. Então entramos em uma trilha de onde vieram outras pessoas na esperança de ser o caminho certo. Esta trilha nos levou a cachoeira Pai, linda, porém, a mais perigosa, qualquer deslize e estamos em péssima situação. Sentamos um pouco para descansar e de onde estávamos víamos os rapazes pulando dentro do poço que se formava com as águas da cachoeira Mãe. Loucos! Pulavam sem medo, um deles até fez uma cambalhota no ar. Decidimos continuar nosso percurso. Achamos mais algumas pessoas na trilha e o rapaz nos informou que mais à frente tinha mais uma cachoeira, a Sete Quedas ou podíamos atravessar as pedras e achar uma trilha para estradinha normal. Achamos a trilha e voltamos a estrada. Puxa, tão mais fácil, tão segura! Mas por ela não teríamos visto tantas coisas bonitas e nem teríamos esta história para contar. Na descida, paramos na cachoeira do Escorrega e ficamos por lá, como tínhamos feito na primeira viagem. É um lugar tranquilo, com água gostosa, onde dá para nadar e pular. Depois de nos refrescarmos bastante, fomos almoçar. Paramos no mesmo restaurante em que almoçamos da primeira vez nas cachoeiras, o Macaxeira, que tem comida boa e barata. Depois fomos a a algumas lojinhas e voltamos para o camping, para descansar, afinal de contas o dia tinha sido intenso. No camping, tomamos mais um banho no chuveiro que tanto gostamos e deitamos na canga. Mais uma vez começou a chover bastante e entramos na barraca. Algumas gotinhas estavam entrando pela costura do teto, mas deu para sobreviver. A chuva tinha diminuído, a fome tinha apertado e fomos para a rua procurar o que comer. Achamos uma creperia ao lado de uma igreja evangélica. Ficamos ouvindo o sermão enquanto esperávamos. O proprietário nos deixou muito a vontade. Entregou o controle da TV para a gente e disse para colocarmos no canal que quiséssemos. Não tinha muita coisa boa. Sintonizamos nos Simpsons e ficamos conversando. Chegou o crepe. Muito gostoso e muito caro (R$ 14). A preguiça era muita e voltamos ao camping, entramos na barraca, conversamos um pouco e logo adormecemos. Acordar sabendo que o último dia é muito ruim. Bate uma vontade muito grande de ‘quero mais’, e este sentimento normalmente dura o dia todo. Nos levantamos mais tarde e fomos mais uma vez tomar café na Boutique do Pão. Saindo de lá, ficamos sentados na praça em frente a igreja, até que a chuva nos espantou de volta para o acampamento. No caminho encontramos um centro comunitário da prefeitura e resolvemos entrar. Fomos muito bem recebidos por Artur Zózimo, professor de informatica da cidade, que nos mostrou tudo que o centro fazia e nos deu uma noção muito boa do que é a cidade de Sana, como são os nativos, a influência da política na cidade… Assim terminou nossa segunda viagem a Sana. Gostamos muito de lá, mas precisamos conhecer novos destinos. Alguma sugestão?
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Acampando em Sana
(link para fotos da viagem, da cidade e do acampamento)

Quando se ouve falar em Sana, cidade no interior do estado do Rio de Janeiro, qual a primeira coisa que vem à sua cabeça?
Eu sempre ouvi pessoas dizerem que iam para lá acampar, fazer luau e fumar maconha. Na minha imaginação, o último reduto hippie no Brasil.
Mas não é assim. Minha namorada e eu acampamos lá no feriado de finados de 2010 e descobrimos que a realidade é bem diferente do que imaginávamos.
Uma coisa muito importante é o seguinte: não vá para Sana achando que você vai fumar maconha tranquilamente no meio da rua como se estivesse na Holanda. Não é assim. Tem maconha, sim, como em qualquer lugar. Você consegue achar a erva, seda, cachimbos de todos os tipos, boeing, desfiador de fumo, maquina para enrolar cigarros e companhia para fumar, mas maconha não é o ponto principal da cidade.
O artesanato parece ser a principal atividade comercial da cidade. Os hippies vivem do seu artesanato, vendido principalmente na feira localizada no centro da cidade. O atendimento e a beleza dos produtos causam uma sensação estranha, que é quase uma obrigação de comprar. Não que eles pressionem. De forma alguma. Sua consciência é que te pressiona. Eu, pelo menos, pensei: “poxa, os caras tiveram a coragem de praticar o lema ‘se tudo der errado, viro hippie’. Preciso colaborar”. Dá vontade de sair comprando tudo, como reconhecimento pelo carinho que colocaram em cada peça.
Outro ponto muito importante é a incrível a limpeza da cidade. Não se encontra lixo no chão. Para isso existem várias lixeiras. Mais ou menos a mesma quantidade que se encontra no Centro do Rio, mas lá as pessoas realmente fazem uso delas.
Não existe nenhum tipo de aula de boas maneiras ao se entrar na cidade. Simplesmente você olha para o chão, vê que ele está limpo e quer mantê-lo assim.
Interessante mesmo é ir para lá preparado para encontrar um clima totalmente diferente do que é a capital do estado. Ir com a mente aberta para receber as vibrações e energias positivas que estão em cada canto de Sana. Logo na chegada, encontramos um clima muito zen. Música calma, pessoas fazendo trabalhos manuais, com um ótimo astral, receptivas e atenciosas. Com uma fala mansa e um sorriso no rosto, sempre dispostas a ajudar.
Uma cidade tranquila, com ritmo muito próprio, que passa realmente a sensação de paraíso, com ar puro e árvores e flores pelas ruas e jardins das casas.
A BARRACA
Não tínhamos uma barraca, então procuramos na internet. Descobrimos vários preços e tamanhos, e compramos a Capri Light para duas pessoas. 1,3m de largura e 2m de comprimento, R$ 70. Na mesma loja tinha o modelo para três pessoas, 20cm a mais de largura, R$ 20 a mais. Tentando economizar, escolhemos a mais barata. Péssima escolha. Claustrofóbica, quente, sem ventilação, não resistente à chuva, frágil… Os vinte centímetros a mais teriam dado um pouco (bem pouco) mais de espaço, mas ainda seria uma lata de sardinha em banho-maria.

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PROCURANDO O CAMPING
A internet nos ajudou, também, na busca do lugar para acampar. Achamos o site portaldosana.com.br com os telefones dos principais campings da cidade. O contato com eles é muito difícil. Só conseguimos falar com um, o Sana Camping, administrado por sr. João. Sorte de principiante ou não, descobrimos ser o melhor camping da cidade. Um lugar que oferece segurança, boa infra-estrutura, com banheiros limpos, chuveiro elétrico, cozinha e bebida barata (água, cerveja e refrigerante). O camping fica à beira do Rio Sana, onde você pode se refrescar e relaxar com tranquilizante o barulho das águas. Quem não quer ficar em barraca tem a opção de se hospedar em motor-homes ou chalés do camping, suítes bem equipadas aparentando proporcionar bastante conforto. Uma grande área plana, com um chuveiro e um lago que chamam a atenção. O chuveiro funciona 24 horas por dia, alimentado por água vinda das cachoeiras locais. Não há desperdício. A água usada no chuveiro corre para um lago no centro do camping e de lá vai para o rio. Há muita liberdade no camping. Ninguém te incomoda. Mas se você precisar, sr. João está disposto a te ajudar.
Dizem que pessoas boas, atraem pessoas boas. Se isso for verdade, aí está o segredo do camping.
Sana Camping
Rua José de Jesus Junior, s/nº (em frente ao Campo de Futebol do Sana, logo após a ponte sobre o córrego da Glória – na entrada do Sana, entrando à esquerda.)
Tel: (22) 2793-2545 ou (22) 9935-4355
Email: lalazinhah_lima@hotmail.com
A VIAGEM
Procurando o caminho mais barato, resolvemos fazer baldeações. Em Alcântara (São Gonçalo-RJ), pegamos um micro-ônibus para Rio Bonito. Muito micro, mesmo. Extremamente apertado e sem ventilação.
Duração: 1:20hs. Preço: R$ 4,00.
Na rodoviária de Rio Bonito não tinha ninguém para informar os horários dos ônibus para Casimiro de Abreu, nosso próximo destino. Na padaria em frente à rodoviária, descobrimos que o próximo ônibus seria daí a 1h30min, mas ali perto tinha um ponto com vans que também iam para lá. Pegamos uma para Casimiro de Abreu. A ventilação era ótima, mas ela parava muito, o que fez com que a viagem demorasse mais do que o normal.
Duração: 1:40hs. Preço: R$ 8,25
Em Casimiro esperamos junto com algumas outras pessoas a única Kombi que vai para Sana. Como toda Kombi, apertada e com pouca ventilação. E muito confusa, também. Muita gente para um carro e o motorista querendo carregar mais passageiros do que a Kombi suportava. O caminho, também, é muito ruim. Boa parte da estrada é asfaltada, mas um grande pedaço do caminho é feito em estrada de terra, estreita e com muitos buracos.
Duração: 55 minutos. Preço: R$ 5,00
A volta foi bem diferente. As Kombis passam de hora em hora. A última sai às 17:30hs. Por segurança, fomos para o ponto pegar a de 16:30hs. Como temíamos, ela já estava lotada e teríamos que esperar uma hora para a próxima. Pouco depois da partida da Kombi um jovem disse que seus tios estavam descendo para Casimiro com três lugares no carro, pelo mesmo preço da Kombi. Não ter que esperar sob chuva, ter mais conforto e não precisar carregar as mochilas no colo, podendo usar o porta-malas, foi um grande alívio e entramos no carro do simpático casal que nos deixou em frente à rodoviária de Casimiro onde pegaríamos o ônibus direto para Niterói. Como esperávamos chegar na rodoviária às 19:30hs, nossas passagens eram para o ônibus de 20:20hs. Tendo chegado na rodoviária às 17:10hs, tentamos trocar as passagens para mais cedo, e conseguimos pegar o ônibus de 17:30hs. Foi a melhor condução da viagem. Ônibus executivo com ar condicionado.
Duração: 02:10hs. Preço:R$ 24,96
PRIMEIRO DIA

Descemos da Kombi na praça de Sana. Bem em frente à praça fica a feirinha onde os hippies vendem seu artesanato. A feira é um lugar quadrado com uma cerca de bambu e madeira, tudo muito rústico. Na entrada, um portal também de madeira. Nas laterais ficam as baias dos artesãos. No fundo tem um palco onde acontecem shows e apresentações teatrais, mas no dia tinha apenas um amplificador tocando Geraldo Azevedo.
 
 

Do lado da feira tem uma loja, a Sheilarte’s. Sentada na porta tinha uma menina fazendo algum artesanato. Parou o trabalho para atender a gente e nos as primeiras informações sobre a cidade. Vale lembrar que fomos nesta loja todos os dias e em todos os dias ela nos atendeu com a mesma paciência.
Procuramos algum lugar para almoçar e no caminho para o camping achamos um bar que vende prato feito . A comida era boa, com duas ou três opção de carnes. O preço do prato era atraente (R$ 7,00), mas as bebidas eram caras. A garrafa de 1,25L de Coca-Cola custava R$ 4,00. No camping (que também é depósito de bebidas), alguns metros adiante, compramos uma garrafa de 1,5L de água por R$ 1,50 e misturamos com pó para refresco que tínhamos levado. A mulher não gostou muito de termos comprado na concorrência, mas já tinha sido feito. De lá fomos para o acampamento.
Encontramos sr. João no depósito, que fica na entrada do camping. Ele nos apresentou as instalações e nos deixou à vontade para escolher o melhor lugar para ficar. Como não era alta temporada, havia poucas pessoas acampando, então tínhamos muitos lugares para escolher.
Escolhemos um lugar na beira do rio, na sombra de uma árvore. Queríamos dormir com o som das águas correndo pelas pedras. Montamos a barraca e fomos tomar banho no rio. No leito do rio há muitas folhas caídas, e aquilo nos pareceu sujo, então fomos nos refrescar no chuveiro natural.
Começou a chover. A chova não era muito forte, mas sr. João nos disse que nossa barraca não era impermeável e confiamos na experiência dele. Ele sugeriu que ficássemos em algum dos lugares cobertos e escolhemos ficar embaixo de um toldo, atrás de um dos motor-homes. Ficamos um pouco desconfortáveis, porque o chão era de areia, bem duro, mas pelo menos não ficamos na chuva.
À noite fomos passear pela cidade e comemos no Sana’s Rock, uma lanchonete com show ao vivo. O hamburguer é gostoso, mas caro para os padrões da cidade.

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SEGUNDO DIA
Acordamos no domingo com muito sol. Vestimos roupa de banho e fomos tomar café para depois ir à cachoeira. Só vimos uma padaria na cidade, então café da manhã é lá. O preço e o atendimento são muito bons. Pedimos pão na chapa, mixto-quente, café e guaraná natural. Depois pedimos informação e seguimos para as cachoeiras.
Há várias cachoeiras em Sana, mas fomos apenas na primeira, Cachoeira do Escorrega. A água desce pelas pedras, fazendo com que algumas fiquem bem lisas, por onde o pessoal escorrega, como se fosse um tobogã. Por isso o nome.
O problema é que quando elas descem, diminuem o espaço onde as outras pessoas podem ficar se refrescando. Todo mundo tem que ficar espremido nos cantos para dar espaço para quem está descendo. Algumas pessoas não têm noção de que o espaço delas acabou e estão invadindo o espaço alheio.
Voltamos cedo porque havia uma ameaça de chuva (e o risco de uma perigosa tromba d’água) e tínhamos que justificar a ausência na eleição. No caminho, com muita fome, comemos em um restaurante que fica na descida das cachoeiras. Lugar arejado, preço muito bom e comida gostosa. Lugar com a bebida mais barata que encontramos. A carne é limitada, mas come-se à vontade por R$ 8,00, e o refrigerante é barato.
A seção eleitoral da cidade foi o único lugar em que vimos policiais, apesar de haver um DPO perto da entrada do camping em que ficamos.
Não havia fila para votar. A demora era apenas porque as pessoas se conheciam e queria ficar de bate-papo, mas dava para aguentar sem problemas.
De noite comemos em uma pequena lanchonete perto da praça. O atendimento era muito bom, mas a bebida era cara e os salgados (pré-prontos e aquecidos no microondas) estavam frios por dentro. Claro que poderíamos ter pedido para que a moça esquentasse um pouco mais, mas…
Voltando para o camping, tomamos uma caipirinha e assistimos a uma parte de um show de reggae. Caipirinha com cachaça. Gostosa, mas um pouco doce demais. Ainda no caminho de volta para o camping, paramos em uma lanchonete com diversas coisas a venda e compramos açai. Não gostamos muito; há melhores aqui no Rio.
TERCEIRO DIA
No café-da-manhã do terceiro dia vimos pessoas comprando pão, queijo e presunto e fazendo seu próprio sanduíche, então copiamos a idéia e montamos nosso própio café. A atendente nos deu faca e copo descartável, sem problema nenhum.
Nosso almoço foi alguns salgados. Comemos na entrada do camping, tomando refrigerante e conversando com dois casais do acampamento.
Na nossa última noite lá fomos conhecer o Beco, uma pizzaria escondida no centro da cidade. Na verdade a pizzaria funciona na varanda de um casal muito simpático, que tem uma gata gigante que nos fez companhia durante o ‘jantar’. Atendimento muito bom com pizza e refrigerante baratos, e um ambiente místico que nos fez pensar em muitas coisas. Várias idéias.
QUARTO DIA
Nosso último dia lá amanheceu com uma pontada de tristeza. Muita vontade de ficar mais. Repetimos a receita de sucesso do café-da-manhã.
Ao lado da padaria fica uma loja de souvenirs. Compramos alguns presentinhos para nós mesmos e voltamos para o camping para começar a arrumar as coisas.
O almoço foi num restaurante muito bom e fácil de achar: fica nos fundos de uma casa que tem mesas em forma de margarida na frente. A comida é vendida por peso, mas não é muito caro. Este restaurante e o que fica no caminho da cachoeira foram os melhores lugares onde comemos.

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Trouxemos de lá muitas saudades e uma grande admiração pelo lugar e pelas pessoas. E uma vontade forte de voltar o mais rápido possível.
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