Posts Categorizados ‘Violência

17
abr
11

O fantástico mundo real

CRIANÇA MORRE AFOGADA ENQUANTO MÃE PARTICIPA DE ORGIA

Isabel, 23 anos, saiu de casa com sua filha e disse ao marido que levaria a criança ao médico. Em vez de ir para o hospital ela foi para a casa do seu amante. Chegando lá ela era esperada pelo amante e um amigo em comum. Para terem mais privacidade, a criança ficou sentada no sofá, assistindo televisão, e os três se trancaram no quarto, de onde só saíram DUAS horas depois.

Julio, o dono da casa, foi o primeiro a sair do quarto para ir ao banheiro, quando encontrou a criança D., 2 anos, afogada na banheira.

Julio voltou para o quarto tentando esconder o nervosismo e contou a notícia a Eduardo, o amigo do casal. Eduardo começou a rir nervosamente, o que despertou suspeitas em Isabel, agora preocupada com sua filha. Eduardo estava sofrendo um ataque de risos e Julio tentava segurar Isabel.

Naquele agarra-agarra, ficaram excitados novamente e voltaram para a cama. Rapidamente Eduardo se recuperou da crise de gargalhadas e voltou a participar da diversão.

UMA hora depois, quando os homens dormiam exaustos, Isabel foi ao banheiro e viu o corpo de sua filha boiando, arroxeado na banheira.

O SAMU foi chamado mas não havia nada que pudesse ser feito. A mãe foi presa em flagrante. Os rapazes prestaram depoimento e foram liberados.


27
dez
10

Natal no Rio

Tijuca, Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2010, cerca de 19:00hs. Peguei um ônibus em direção à Lagoa para ver a árvore de natal. Programa de pessoas tristes e solitárias. Ou apenas pessoas sem um programa melhor, como um casal jovem e suas filhas gêmeas que estavam no mesmo ônibus.

Não gosto muito de crianças, mas uma delas me chamou a atenção> Ficou olhando para mim e sorrindo durante boa parte da viagem.

Este casal e as crianças desceram do ônibus. No ponto seguinte, desci eu. Desci e andei para trás. Eles tinham descido e estavam andando para a frente, então nos encontraríamos entre um ponto e outro.

No caminho entre eles e eu apareceu um homem. Estava de costas para mim, falando com o casal. Vi o brilho da pistola na sua mão e então o pai-de-família levantou sua única mão livre; a outra mão segurava sua filha.

Este foi um daqueles momentos em que se consegue prever o futuro: o bandido levaria tudo que lhe interessasse e todos continuariam seu caminho, eu fazendo cara de ‘é a vida…’ quando passasse por eles e eles fazendo cara de ‘lá se foi nosso Natal’.

Por segurança eu estava voltando de costas, bem devagar, olhar fixo na ação.

Com uma mão o bandido apontava a arma para a cabeça do marido. Com a outra mão, entre revistar um bolso e outro da bermuda da mulher, fez um carinho que queria dizer "que bundão, hein?". Ela se assustou e seu marido tentou evitar aquele abuso: pô, roubar a gente, tudo bem, mas passar a mão na bunda da minha mulher é demais!

Nesta hora ouvi um disparo. O homem caiu no chão. Por cima do seu corpo, sua filha. Sua mulher gritou, e ainda segurando a criança se jogou sobre o marido morto gritando ‘não’. Mais dois disparos e o bandido, que não tinha me visto, saiu correndo em frente. Este é o nosso natal.

Na hora me lembrei da música “tá lá um corpo estendido no chão…”. Passei pelos corpos cantarolando esta canção e vi as crianças engatinharem em volta dos cadáveres. Já estava alguns metros adiante quando me lembrei do relógio que tinha visto no braço do homem. Um Tag Heuer (que depois descobri ser falso) bem bonito, que chamava a atenção. Ele não ia mais precisar. Eu sim. Peguei para mim e fui ver a árvore. Este é o nosso natal.

30
out
10

Violência no Rio

Quem mora no Rio de Janeiro pode achar difícil de acreditar, mas “terror” é um eufemismo grande demais para definir a noite de ontem. É preciso criar uma nova palavra, especialmente para este nosso novo status quo.

O que vocês vão ler foi inventado. Mas só é ficção porque ainda não aconteceu. Mas não está muito longe do campo real. Já consigo imaginar as manchetes em jornais de todo o mundo:

“Traficantes de drogas desfilam em viatura policial pela praia de Copacabana”.

Um soldado e um cabo do 19º BPM (Copacabana) foram surpreendidos por três homens armados com pistolas, como conta um dos policiais:

- A gente tava na Barata Ribeiro, em patrulhamento de rotina quando surgiram três elementos com as pistolas na nossa cara, mandando a gente ficar com as mãos no painel do carro. Abriram as portas, tiraram nossas armas e nos jogaram para fora da viatura. Depois arrancaram pela rua.

Alguns metros à frente de onde aconteceu este absurdo fica uma das duas delegacias do bairro. Provavelmente para evitar um confronto, os bandidos viraram à esquerda e seguiram até a Avenida Atlântica, endereço nobre da cidade.

Ao chegar na Atlântica, começaram a disparar contra os prédio. Testemunhas informam que os bandidos passearam pelas ruas do bairro com a ponta do fuzil para fora do carro, atirando pela janela. Com a sirene ligada e o som dos tiros eles abriram caminho no trânsito por mais de dois quilômetros, até a entrada do morro Chapéu Mangueira, no Leme.

No trajeto, prédios se tornaram alvo das balas disparadas da rua. A população (idosos, na sua maioria) ficou muito assustada e indignada:

- É impressionante! A gente paga um absurdo de imposto e o governo não consegue proteger a gente!
Pagamos plano de saúde porque o SUS não presta.
Pagamos escolas particulares porque o ensino público é péssimo.
Pagamos pedágio porque o asfalto das rodovias estaduais e federais é intrafegável.
Agora vamos ter que pagar segurança particular, também?

Foram roubados dos policiais duas pistolas calibre 380 e um Fuzil Automático Leve.




O PRIMEIRO PRÊMIO

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